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Docentes foram às ruas em todo o país pela vida das mulheres nesse 8 de março

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Milhares de mulheres foram às ruas no 8 de março (terça-feira), Dia Internacional de Luta da Mulheres Trabalhadoras, em todas as regiões do Brasil, e em diversas cidades pelo mundo. Nas manifestações, o grito contra o machismo e a misoginia perpassou temas atuais, como a necessidade de derrubar Jair Bolsonaro e frear sua política genocida e de garantir, às trabalhadoras, um mundo livre de todas as formas de opressão.

Com as famílias ainda sentindo na pele a dureza da pandemia e da crise econômica que assola o país, a mulher brasileira protestou tendo sido, durante toda a crise de covid-19, a principal vítima da fome, desemprego e, em especial, a violência. Além de também a maioria da força trabalho na linha de frente no enfrentamento à pandemia.

O ANDES-SN somou forças nos atos em todo o país, com a participação das seções sindicais, secretarias regionais e docentes da base do Sindicato Nacional. Segundo Sambara Paula Ribeiro, 1ª vice-presidenta da Regional Nordeste 1 do ANDES-SN, a  opressão que pesa sobre as mulheres nas diferentes dimensões das suas vidas, a cada dia, se faz mais visível no âmbito das Instituições de Ensino Superior. 

“O ANDES-SN, a partir da materialidade da situação de violência, assédio e desigualdade nas condições e oportunidades para as mulheres no contexto acadêmico, bem como no que se refere à participação sindical, vêm assumindo ações políticas que comtemplam fortemente o combate ao machismo, à misoginia e ao patriarcado. Nesse sentido, a participação de diretoras e diretores do nosso sindicato, bem como das suas seções sindicais na construção das mobilizações do 8 de março,  Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras, tem se ampliado a cada ano à medida que vem se tornando cada vez mais necessária e importante”, ressaltou a docente.

Em Fortaleza (CE), as docentes também foram às ruas ao lado de dezenas de coletivos feministas e organizações sindicais e políticas. A SINDUECE participou da articulação do ato na capital cearense e fez fala durante cortejo pelas ruas do Centro da cidade. "O 8 de março tradicionalmente abre as lutas do ano no país. Este ano, 2022, é um ano que promete ser de muitas lutas, pois encerramos 2021 com a luta contra a Reforma Administrativa, que era uma reforma que prometia acabar com o serviço público", enfatizou Raquel Dias, vice-presidenta da Seção Sindical do ANDES-SN na UECE. Segundo ela, a entidade se junta às mulheres na denúncia e no enfrentamento às violências. "Sem dúvida o tema da violência estará no centro do debate [político deste ano], pois as mulheres continuam sendo vítimas de todas as formas de violência no nosso país, até a mais vil, que é o feminicídio", afirmou. Além do mote da marcha deste ano, que dizia “Pela vida das mulheres! Bolsonaro nunca mais. Contra o machismo, o racismo e a fome”, professoras da SINDUECE carregaram cartazes cobrando justiça pelas mulheres da comunidade acadêmica que foram vítimas de feminicídio no último ano: Liana Leitão, Évila de Vasconcelos, Nadinny Honorato e Tiemi de Lima.

Assim como em outros locais, a programação pelo estado prossegue até o dia 14 de março, data que marca os quatro anos do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. 

 

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