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Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária tem lançamento com João Pedro Stedile nesta quinta (24)

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Como em todos anos no mês de abril, os trabalhadores e trabalhares Sem Terra, além de ocupar as ruas, os latifúndios improdutivos, as praças e rodovias, também ocupam os espaços democráticos das universidades e Instituições de Ensino Superior pelo país, para realizar debates, diálogos e trocas de experiências em torno da pauta da Reforma Agrária e da luta pela democratização da terra. 

Com o lema: Reforma Agrária Popular e Projeto de País!, este ano marca a nona Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA). Neste período a ação volta-se para o debate e a construção de ações de lutas por direitos, como educação pública e Educação do Campo, alimentação saudável, saúde, terra, água, biodiversidade, moradia, trabalho, entre outros. O evento tem sido de grande importância também para as universidades cearenses e a Universidade Estadual do Ceará é uma das que colaboram na realização do evento, bem como sedia várias atividades da programação, promovidas por docentes envolvidos/as com a questão agrária.

O Ato Nacional de lançamento da JURA 2002 acontece nesta quinta-feira (24/3), às 19h, com a presença do dirigente nacional do MST, João Pedro Stedile e será transmitido pelo YouTube do MST.

Nesse sentido, desde a sua origem as Jornadas Universitárias realizadas pelo MST, em conjunto com as Instituições de Ensino Superior pelo país, tem como foco central ampliar os debates sobre a questão agrária e enfatizar a necessidade de implantação de uma política pública de Reforma Agrária pro Brasil. “Estará em discussão durante a JURA uma política de Reforma Agrária que atenda a necessidade da desconcentração da terra, em favor do milhões de famílias Sem Terra no país, que lutam organizadas em diversos movimentos populares de luta pela terra. E que possam, nessa terra conquistada produzir comida, alimento saudáveis e recuperar a natureza, que muitas vezes foi devastada pelas grandes empresas ou pela produção de gado do latifúndio”, explica Rosana Fernandes, que integra a coordenação política pedagógica da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF).

Rosana também ressalta que a escolha do lema de 2022: “Reforma Agrária Popular e Projeto de País!”, considerou a importância de alguns marcos da história brasileira, como o Bicentenário da Independência do Brasil em um contexto de eleições e aumento da fome. “Estamos organizando nos movimentos populares ações e mobilizações que possam ir constituindo um Projeto Popular para o Brasil. E isso nos coloca a necessidade de fortalecer a questão da Reforma Agrária, como uma alternativa pra toda sociedade. Além disso, nessa discussão do bicentenário da independência também está evidente a necessidade de retomada de direitos historicamente negados à classe trabalhadora brasileira, como o direito à educação, à moradia, ao trabalho, entre outros; e no caso da Reforma Agrária, o direito à alimentação. E o combate à fome que está tendo um aprofundamento na sociedade brasileira”, afirma.

Se estendendo para além do mês de abril, realizada ao longo do ano, cada Instituição de Ensino Superior que participa da Jornada a organiza a partir de sua agenda, um conjunto de atividades com a participação da comunidade acadêmica, a sociedade do entorno e convidados para discussões e debates acerca de questões relacionadas à questão agrária no país.

Durante a JURA deste ano estão previstos a realização de eventos, seminários, encontros, lives, minicursos; além de ações de solidariedade nas periferias urbanas, com o envolvimento do MST e outros movimentos e organizações populares do campo e organizações comunitárias urbanas, em parceria com universidades e Instituições de Ensino Superior.

Se tornando um importante espaço de debates, trocas de saberes e experiências, aglutinação de grupos de educadores e estudantes na batalha das ideias, a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária, vem sendo organizada desde 2014, de diferentes formas e metodologias. A atividade envolve mais de 35 Instituições de Ensino Superior, grupos, núcleos e laboratórios de estudo e pesquisa, programas de pós-graduação, coletivos de trabalho, estudantes de diversos cursos de graduação e tecnólogos, movimentos e organizações populares do campo e da cidade, que se articularam em torno de estudos e discussões acerca das múltiplas dimensões que envolvem o tema da questão agrária e da Reforma Agrária Popular no país.

“A JURA acaba sendo uma forma de reafirmar as conquistas do MST, que ao longo dos seus 38 anos tem resultados evidentes e, isso é visível, mediante a forma de organizar, a partir da conquista da terra, além das ações de solidariedade que o Movimento vem desenvolvendo ao longo desses anos de pandemia. Pra nós é muito importante colocar esse diálogo, com pesquisadores, estudante e com toda a sociedade, que participa desses eventos que as instituições de ensino estão organizando”, relata Rosana.

Mais informações sobre a programação do Ceará podem ser acessadas nas redes sociais Facebook e Instagram do evento.

Com edições nossas no texto de Solange Engelmann, da Página do MST.

 

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