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Remoção interna, concurso e retorno presencial são discutidos pelo Conselho de Representantes da SINDUECE

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Na primeira convocação de 2022 para reunião do Conselho de Representantes, apenas um centro não esteve presente. Com a "casa cheia", ainda que em meio virtual, a Diretoria da SINDUECE levou para discussão na última sexta-feira (21) informes sobre o fechamento do ano de lutas e questões relativas ao novo período letivo, como o  retorno presencial. Para tanto, a presidenta da seção sindical do ANDES-SN na Universidade Estadual do Ceará iniciou o encontro com uma homenagem à cantora Elza Soares, falecida no dia anterior: "Elza foi uma grande guerreira, uma grande mulher, que nos deixou em música essa coragem e essa ousadia de resistir e nos chamar a resistir", afirmou.

Virgínia deu sequência aos informes da Diretoria repassando a campanha salarial e o acompanhamento da votação na Assembleia Legislativa do Ceará, na véspera do recesso parlamentar, de matérias de interesse de servidores públicos, em especial da categoria docente. "O governo do Estado passou por cima de nossas expectativas criadas por um pacto feito com a representação do governo, o deputado Júlio César, de que o governador iria nos receber", relatou a presidenta da SINDUECE ao relembrar a aprovação da revisão salarial de apenas 10,67% e sem diálogo com as entidades sindicais.

Sobre o andamento da implantação e pagamento dos processos de ascensão e progressão, ela informou os/as participantes sobre a reunião realizada pela manhã com a Reitoria da UECE e os esclarecimentos dados pelo responsável pelo Departamento de Gestão de Pessoas (Degep), Paulo Marcelo Farias. "O ideal é que a gente faça um questionamento por email ao Degep para confirmar se nosso processo está confirmado no grupo dos que serão pagos em janeiro e fevereiro", sugeriu. Uma questão que foi posta para a Reitoria foi a necessidade de que o Departamento construa canais de comunicação com a comunidade acadêmica a fim de organizar melhor o fluxo de informações sobre os processos que afetam docentes, servidores ténico-administrativos e discentes. "A gente fez essa sugestão e o reitor acolheu dizendo que está fazendo essa interlocução entre a Comunicação e o Degep". 

Na pauta sobre concurso público para efetivos, o conselheiro Franciglauber Bezerra questionou se o edital de remoção interna na UECE está confirmado. De acordo com Virgínia, o processo de remoção foi assegurado pelo reitor para ser realizado antes do certame, que ainda não foi autorizado pelo Governo do Estado por conta de um impasse entre Reitoria e Secretaria de Planejamento e Gestão do Ceará quanto ao número de vagas que serão oferecidas. "O que nós precisamos é que o governo do Estado, além de falar, autorize efetivamente o concurso. Porque isso estando feito e aprovado, a universidade pode fazer seu cronograma de implementação e aplicação botando remoção, botando tudo direitinho. Essa é nossa demanda: nenhuma concessão em relação à remoção e sim aprovação imeditada pelo governador autorizando a realização do concurso", pontuou a diretora da SINDUECE Jaqueline Rabelo. Por ser 2022 um ano eleitoral, é necessário que o Executivo autorize o concurso até março.

As condições para o retorno presencial às salas de aula também foram discutidas pelo Conselho de Representantes. "A grande questão é que nós temos que ter como referência que vai haver um retorno presencial. E que a gente programe e planeje esse retorno presencial para que isso não fique no nosso esquecimento, para que a gente não pense que o ensino remoto deu certo. Para nós, isso [o ensino remoto] não deu certo. Para nós, isso é o caos. A nossa referência é o ensino presencial com a garantia de toda segurança sanitária necessária e no momento em que deve ser feito", enfatizou Virgínia. Pelo calendário acadêmico, as aulas presenciais devem acontecer a partir de março.

A Diretoria da SINDUECE tem participado de reuniões com a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará e com a Administração Superior da UECE para dialogar sobre a necessidade de cobrar o passaporte de vacinação, a dispobilização de máscaras adequadas e álcool em gel para funcionários e estudantes, bem como a readequação dos espaços físicos e a solução para o transporte dos alunos no Interior. "Uma quarta coisa que a gente pediu foi a testagem. Que todos aqueles e aquelas que frenquentam nossos campi possam passar por testagens regulares de modo que casos possam ser identificados imediatamente e isolados com a maior rapidez possível", acrescentou Jaqueline.

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